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Bolsonaro critica Petrobras e diz que vai zerar impostos federais no diesel e no gás de cozinha.

Atualizado: 1 de mai. de 2021


O presidente Jair Bolsonaro anunciou na quinta-feira (18) que, a partir de 1º de março, o imposto federal sobre o gás de cozinha será reduzido a zero. O presidente disse que essas taxas sempre voltarão a zero.


O anúncio foi veiculado nas redes sociais. No mesmo vídeo, Bolsonaro anunciou que, a partir de 1º de março, terá imposto federal zero sobre o diesel por dois meses.


O presidente também criticou a Petrobras, citando inclusive a autonomia da empresa, dizendo que nos próximos dias "algo vai acontecer com a estatal".


Bolsonaro não informou em tempo real o impacto dessas medidas nas receitas do governo e o impacto estimado sobre os preços dos cilindros e do diesel.


Bolsonaro disse que as botijas de gás de cozinha eram vendidas aos consumidores por 90 reais, ante 40 reais no início. "Se for 90 reais, 50 reais é a margem de lucro do imposto estadual e das distribuidoras."


De acordo com informações da Petrobras e dados coletados entre 31 de janeiro e 6 de fevereiro deste ano, o preço dos botijões tem os seguintes componentes:


  • 47%: custos do próprio gás;

  • 35%: custo de distribuição e revenda;

  • 15%: ICMS, imposto estadual;

  • 3%: impostos federais (PIS/PASEP e Cofins).


Levando em consideração o preço médio de 90 reais anunciado pelo presidente Bolsonaro, o peso do imposto federal por botijão é de 2,70 reais.


“Temos agora que achar uma maneira de mostrar à população quanto é o ICMS de cada estado e sobra, então, uma margem de lucro da distribuidora, né, e o valor da distribuição. Para o pessoal saber quem é que, realmente, porventura está abusando aí para vender o gás na ponta da linha", disse o presidente.


Em termos de preço do diesel, de acordo com os dados da Petrobras com base no diesel S-10, este componente possui as seguintes características:


  • 49%: custo do combustível na Petrobras

  • 15%: distribuição e revenda

  • 13%: custo do biodiesel

  • 14%: ICMS (imposto estadual)

  • 9%: impostos federais (Cide-Combustíveis), PIS/Pasep e Cofins


Ao anunciar as mudanças, o presidente criticou a Petrobras e disse que a princípio não iria interferir na estatal. Porém, logo em seguida, afirmou que alguma coisa "vai acontecer" na empresa nos próximos dias.

Torun

19/02/2021


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