Carteira de crédito segue crescendo e deve avançar 1,1% em março, diz Febraban

Atualizado: 30 de abr. de 2021


O saldo total das operações de crédito deve seguir em expansão em março, com crescimento mensal de 1,1%. Na visão anual, após acelerar por nove meses consecutivos, o ritmo deve desacelerar, de 16,1% para 14,2%, embora ainda em patamar bastante elevado, segundo revela a Pesquisa Especial de Crédito da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).


“O resultado de março pode ser considerado uma surpresa positiva, sugerindo que a piora da pandemia e a retomada das medidas restritivas na maioria dos Estados, até agora, afetou menos a atividade econômica do que o esperado”, afirma o diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban, Rubens Sardenberg.

De acordo com ele, a desaceleração do crescimento da carteira total de crédito na comparação anual já era esperada e ocorre devido à forte expansão do crédito em março de 2020, mês em que as primeiras medidas de distanciamento social foram decretadas devido à pandemia da Covid-19, fazendo com que diversas grandes empresas recorressem aos empréstimos bancários para fortalecer seus caixas e enfrentar possíveis problemas de liquidez.


A pesquisa aponta que a carteira Pessoa Jurídica deve apresentar alta de 1,2% em março ante fevereiro. Desta maneira, o ritmo de expansão anual deve desacelerar de 22,9% para 16,8%.


A perda de ritmo deverá vir principalmente da carteira livre, que deve recuar de uma expansão de 22,5% para 13,5%, ainda que registrando um bom crescimento no mês (+1,8%). A carteira pessoa jurídica com recursos direcionados, por sua vez, deve ficar praticamente estável em março (+0,1%).


A carteira pessoa física deve apresentar alta de 1,1% em março ante fevereiro. A surpresa positiva deve vir da carteira livre, que deverá avançar 1,0% no mês, puxada pelas linhas de crédito pessoal. A pesquisa mostra que a carteira pessoa física com recursos direcionados deverá ter alta mensal de 1,2%, liderada pelo crédito imobiliário, que segue beneficiado pelas baixas taxas de juros.

Torun

23/04/2021