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Com disparada da inflação, BC deve elevar juro ao maior nível em um ano e meio, prevê mercado

Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta para fixar taxa básica de juros. Atualmente em 3,5% ao ano, mercado vê Selic subindo para 4,25% a 4,5% ao ano.

A disparada da inflação deve levar nesta quarta-feira (16) o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central a elevar a taxa básica de juros da economia brasileira pela terceira vez consecutiva.


A decisão será anunciada após as 18h. A expectativa da maior parte do mercado financeiro, segundo pesquisa realizada na semana passada pelo BC com mais de cem instituições financeiras, é de um novo aumento de 0,75 ponto percentual — o que levaria a taxa básica dos atuais 3,5% para 4,25% ao ano.


Entretanto, parte dos analistas dos bancos estima uma alta maior, de um ponto percentual, para 4,5% ao ano. Em ambos os casos, seria o maior nível para a taxa Selic desde o final de 2019 — quando o juro básico estava em igual patamar.


Além disso, as previsões dos economistas são de que os aumentos continuarão no decorrer deste ano. A previsão é de que a Selic termine 2021 em 6,5% ao ano, o que representará, se confirmado, uma forte puxada em relação aos 2% ao ano registrados no começo de 2021.


Alta da inflação


O Copom fixa a taxa básica de juros com base no sistema de metas de inflação, olhando para o futuro pois as decisões demoram de seis a nove meses para terem impacto pleno na economia.


Neste ano, a meta central é de 3,75%, mas o IPCA pode ficar entre 2,25% a 5,25% sem que a meta seja formalmente descumprida. Para 2022, a meta central é de 3,5% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%.

Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do país – ficou em 0,83% segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o maior resultado para um mês de maio desde 1996 (1,22%).

Torun

16/06/2021 11h56

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