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Como a economia brasileira pode ganhar com agenda ambiental da Cúpula do Clima.

Atualizado: 30 de abr. de 2021


Promessa de campanha do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, Cúpula de Líderes sobre o Clima reunirá dezenas de representantes das principais economias do mundo na quinta (22) e sexta-feira (23) para discutir as formas de frear o avanço do aquecimento global e de reduzir os impactos das mudanças climáticas no planeta.


Apesar de o humor geral não ser de otimismo em relação às promessas que o Brasil tem feito e que ainda pode fazer para melhorar sua política ambiental, o momento seria ideal para começar a reverter a visão da comunidade internacional nesse sentido.


A consequência mais óbvia e certa do movimento para a economia, segundo especialistas ouvidos pelo CNN Brasil Business , seria o retorno de investimentos externos, cujo volume tem sido prejudicado por um avanço do risco-país. “Haveria menos restrição para investimentos de curto e longo prazo, caso ações separa”, diz Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados.


Os danos que a imagem brasileira tem por causa do distanciamento das questões ambientais “é difícil de mensurar”, segundo ele, e também impacta o risco-país. Álvaro Bandeira, economista-chefe do banco Modalmais, ressalta que uma questão de temas relacionados ao meio ambiente só cresce no mercado financeiro. “O ESG está sendo endossado por grande parte das empresas de grande porte no Brasil. Cada vez mais vamos ter negócios com essa pegada sendo melhor obtida por investidores”, afirma.


Uma potência adormecida


Com uma matriz energética limpa e a maior floresta tropical do mundo, o Brasil tem muito a se beneficiar dessa agenda, pois não está entre os maiores emissores de gás carbônico na atmosfera, com cerca de 3% da emissão global, aponta Lauro Marins, que lidera a área de ESG da consultoria Resultante.


Em resumo, no mercado de carbono, os países se comprometem com uma meta de emissão do gás na atmosfera. Esses que reduzem essa emissão abaixo da meta podem vender seus créditos a outros. “As principais importadas do Brasil antigo do uso do solo, ou seja, desmatamento. Se o país conseguisse mostrar metas ambiciosas de redução do desmatamento e atrelasse isso ao mercado de carbono, como vizinhos muito menores estão fazendo, como Chile, Colômbia e Peru, seríamos protagonistas e veríamos um fluxo de investimento em outro patamar “, diz Marins.


Mesmo com a mudança, o mercado ainda é cético em relação à adesão do governo a uma agenda climática. “Eu diria que o impacto, ao menos neste ano, vai continuar sendo negativo pela enorme desconfiança em relação ao governo. Mesmo se Bolsonaro fizer o discurso mais espetacular da história, nada vai acontecer na economia. No momento em que as ações principais espetaculares e positivas, aí sim o impacto seria positivo “, afirma Vale.

Torun

23/04/2021





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