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Copom aumenta Taxa SELIC para 12,75%

Atualizado: 16 de mai. de 2022


Na última quarta-feira, 4, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumentou a taxa Selic de 11,75% para 12,75%, em decisão unânime.


Com esse aumento a Selic atingiu o maior patamar em mais de 5 anos, o juros básico brasileiro atingiu o maior patamar desde fevereiro de 2017 quando a taxa estava em 13%


Em março, na reunião anterior o Copom tinha registrado que aumentaria a taxa Selic novamente em 1 ponto percentual. O aumento de 12,75% em maio já era esperado.


"O ambiente externo seguiu se deteriorando. As pressões inflacionárias decorrentes da pandemia se intensificaram com problemas de oferta advindos da nova onda de covid-19 na China e da guerra na Ucrânia. A reprecificação da política monetária nos países avançados eleva a incerteza e gera volatilidade adicional, particularmente nos países emergentes", justificou o Copom.


A taxa Selic terá uma nova alta


Na próxima reunião o Copom prevê um novo aumento, mas com valor menor. "Para a próxima reunião, o Comitê antevê como provável uma extensão do ciclo com um ajuste de menor magnitude. O Comitê nota que a elevada incerteza da atual conjuntura, além do estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos ainda por serem observados, demandam cautela adicional em sua atuação", diz.

O que é a Taxa Selic?


Essa taxa se refere à Taxa Básica de Juros da Economia, a partir da qual se dá o movimento de todas as outras taxas aplicadas no mercado financeiro e, também, no de capitais.


SELIC, na verdade, é uma sigla para Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, que dá nome a um sistema em que são negociados os títulos públicos federais, sendo a taxa média registrada nessas operações o que dá origem à taxa SELIC.


A taxa SELIC opera como Taxa Básica de Juros da Economia porque muitas instituições financeiras usam os títulos públicos como garantia de suas operações. Logo, precisam aplicar taxas superiores a ela.


Essa taxa se mostra importante porque impacta diretamente em como as empresas e os títulos negociados no mercado vão atuar, já que a SELIC gera impactos no crédito – servindo de referência para o seu custo – e no consumo, que, por sua vez, depende diretamente da disponibilidade de crédito no mercado e nos investimentos, de acordo com o aumento ou a redução da procura pela renda fixa.





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