Lira defende auxílio para quem ficou sem renda na pandemia e harmonia com Executivo.

Atualizado: 3 de mai. de 2021


Questionado sobre a pressão de deputados pela volta do auxílio emergencial, benefício pago até dezembro passado para ajudar no enfrentamento à pandemia de Covid-19, Lira respondeu que vinha defendendo com o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia , uma solução que aproveitasse a PEC da Guerra por não ter um limitador de gastos como em 2021.


“A nossa preocupação hoje é: com a responsabilidade com o teto de gastos, de onde viriam os recursos para se bancar agora um alargamento do auxílio emergencial, sem orçamento, ou aumentar a renda do Bolsa Família?

Disse ele, em entrevista concedida por escrito.


“Nós temos é que voltar do recesso, em fevereiro, instalar a Comissão de Orçamento de maneira rápida, para votarmos e, principalmente, a PEC Emergencial. Com muita responsabilidade, sem jogar com os mais de 200 mil mortos, sem brincar com esse momento”

Argumentou.


Essa PEC, contudo, está atualmente sob análise do Senado.

“Esse assunto pode entrar antes mesmo da análise das reformas. Precisamos ajudar e olhar com cuidado as despesas da União, Estados e municípios. É um problema que interfere na gestão pública e na vida dos brasileiros, portanto, tem um interesse dos parlamentares de analisar o assunto”.


Ele ressaltou, no entanto, a necessidade de se ter um cuidado fiscal. O deputado afirmou que, nesse contexto, quer colocar em votação a reforma administrativa no primeiro semestre, se houver consenso dos parlamentares. Ele também disse que a reforma tributária é “mais complexa e sequer temos um relatório para avançar os trabalhos”.

Torun

18.01.2021