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Operadoras de Telecomunicação tem 15 dias para explicar vazamento de Dados.

Atualizado: 3 de mai. de 2021



A Secretaria de Proteção e Defesa do Consumidor da Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, concedeu às quatro principais operadoras de telefonia do Brasil (Oi, Vivo, Tim e Claro) prazo de 15 dias para posição sobre um suposto vazamento de dados de mais de 100 milhões de contas de telefone celular.


As empresas afirmaram que não identificaram vazamento de dados ou ataques.


Os dados divulgados incluiriam informações sensíveis do consumidor, como duração da ligação, número de celular, dados pessoais (RG, CPF, CNPJ, e-mail, endereço) e detalhes de pagamento da fatura (pagamento atrasado, valor da fatura, dívidas). A lista de vazamento de dados foi encontrada à venda na Internet e chega até ao presidente Jair Bolsonaro.


O manifesto afirma que as empresas devem se apresentar em até 15 dias após a notificação, como parte de uma investigação preliminar lançada pela Senacon para apurar o assunto, que foi aberta após a divulgação do vazamento.


No início deste mês, outro vazamento divulgou 223 milhões de CPF, 40 milhões de CNPJ e 104 milhões de matrículas de veículos. Bolsonaro também apareceu entre os afetados. Além dele, o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), o ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP) e 11 ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) tiveram os dados expostos.


As operadoras já fizeram um parecer a Respeito:

TIM


A TIM informa que não identificou a ocorrência de um ataque ou vazamento que exponha os dados de seus clientes ou seus próprios dados à vulnerabilidade. Até o momento, não foi recebido ofício da ANPD relatando o suposto acidente, solicitando informações, providências e mitigação dos riscos associados. A TIM confirma e reitera que valoriza a segurança dos dados seguindo as melhores práticas de segurança cibernética.


OI


A Oi entende que não é questionada no episódio por não haver evidências de vazamento de dados de seus clientes, mas garante que cooperará com qualquer investigação conduzida pelo Ministério da Justiça. A Oi informa ainda que segue os mais elevados padrões de segurança da informação e privacidade de dados em suas atividades, monitorando constantemente seus sistemas e requisitos técnicos, operacionais, legais e regulatórios relativos à gestão de dados.


VIVO


A Vivo reitera a transparência no relacionamento com os clientes e destaca que não houve vazamento de dados. A empresa destaca que possui controles mais rígidos sobre o acesso aos dados de seus consumidores e sobre práticas que podem ameaçar sua privacidade.


CLARO


A Claro investe fortemente em políticas e procedimentos de segurança e monitora constantemente e adota as melhores práticas para identificar fraudes e proteger seus clientes. Em relação ao caso citado no relatório, a Claro reitera que ainda está investigando a prática de gestão. A empresa também informou que está trabalhando com as autoridades.

Torun

17/02/2021


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