Saiba como calcular sua margem consignável


Você deve ter muitas dúvidas sobre como calcular sua margem consignável e até mesmo sobre o que é essa tal margem.


Como eu sei disso? Essa é uma das perguntas que mais recebemos dos nossos clientes e por isso estou escrevendo essa matéria.


Antes de te mostrar como calcular a margem consignável é importante você saber o que de fato ela é. Aposentados e pensionistas do INSS, servidores públicos e trabalhadores de empresas privadas precisam saber essa informação na hora de solicitar o crédito.


A margem consignável é o valor de parcela máximo que pode ser comprometida na renda do cliente para uso na contratação de crédito consignado. Quem tem acesso a essa modalidade de empréstimo, todos os meses têm suas parcelas descontadas diretamente na folha de pagamento.


O percentual da margem consignável é o mesmo para aposentados e pensionistas do INSS e servidores públicos, como é regido na lei. Esse limite de margem foi criado para evitar o superendividamento. Assim, mesmo que a pessoa solicite o crédito não comprometa seu orçamento mensal que é necessário para suprir outras despesas básicas.


E como calcular essa margem consignável? Atualmente não é possível assumir parcelas de empréstimos que sejam maiores que 35% da renda mensal. Sendo assim esse valor é dividido em 30% para empréstimo e 5% para cartão consignado. A margem para cartão é de uso exclusivo e só pode ser utilizada para as despesas com a quitação da fatura ou dos saques realizados.

Mas tem um detalhe bem importante, nesse momento em que estamos gravando o vídeo houve um ajuste nesse percentual da margem e ela passou a ser no total 40%, sendo 35% para empréstimo e 5% para cartão consignado e essa nova regra vai permanecer até 31 de dezembro de 2021. Depois voltará a ser como antes, caso não seja aprovado por lei de forma definitiva.


Vou te mostrar alguns exemplos na prática de como esse cálculo é feito:


VALOR LÍQUIDO DA RENDA / BENEFÍCIO X 30 % = MARGEM CONSIGNÁVEL

E com o aumento o cálculo é VALOR LÍQUIDO DA RENDA / BENEFÍCIO X 35% = MARGEM CONSIGNÁVEL.


Lembrando que caso você já tenha algum empréstimo em andamento, depois de descobrir o valor da sua margem total é só descontar o valor das parcelas que você já paga e o que sobra o tanto que você pode utilizar para novas contratações.


A margem é sempre calculada com base no valor mensal líquido já sem os descontos compulsórios e tem um detalhe importante, não é considerado no cálculo verbas variáveis, como 13º salário, auxílios e outras remunerações que não são fixadas no orçamento mensal.


Quando acontece o aumento de salário por reajuste anual, o percentual continua o mesmo, o que muda é que sempre entra uma margem proporcional àquele aumento que teve.


Por exemplo, em 2020 o valor mínimo da aposentadoria era R $1.045 e a margem consignável era R $313,50 e em 2021 o valor mínimo de aposentadoria passou a ser R $1.100 e logo a margem consignável aumentou para R $330.


Vamos para um exemplo também do cartão consignado:


VALOR LÍQUIDO DA RENDA / BENEFÍCIO X 5% = MARGEM DE CARTÃO CONSIGNADO

Vou te mostrar um exemplo de cálculo da margem considerando esse atual aumento dos 5%:


Supondo que um servidor público receba um salário líquido de R $5.000 todo mês, a margem consignável dele para empréstimo será R $1.750 e de cartão R $250,00.


E aí ficou mais claro pra você como fazer o cálculo da sua margem consignável? Continue acompanhando nosso blog porque toda semana terão conteúdos incríveis aqui.


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