Saiba como funciona a compra de dívida do Empréstimo Consignado


A compra de dívida é uma das alternativas para quem tem mais de um empréstimo ao mesmo tempo.


No caso do empréstimo consignado, por exemplo, a transferência da dívida para outro banco, pode ainda liberar ainda a margem consignável. Ou seja, dessa forma é possível contratar um novo empréstimo.


Mas na prática, como essa operação é realizada? Quem pode fazer? Quais são as regras? Saiba agora como funciona a compra de dívida do empréstimo consignado.


A compra de dívida é uma operação bem comum, que ocorre desta forma:

  1. O cliente solicita ao banco atual as informações financeiras sobre os contratos vigentes;

  2. Ao verificar que é possível fazer a portabilidade de crédito, informa o banco atual e busca bancos alternativos até definir o de preferência (para apresentar sua proposta);

  3. Caso o banco aceite, compra a dívida atual e a quita junta ao primeiro banco emissor. Com isso, passa a assumir a nova dívida, emitindo novo contrato.

Vale lembrar, no entanto, que para realizar algumas operações, existem algumas regras. Outro ponto é que o cliente assumirá também uma nova dívida com o novo banco.


Geralmente, o empréstimo tem uma taxa de juros diferenciada – que é um dos principais motivos que levam as pessoas a portar ou vender uma dívida. Esse processo também é conhecido como portabilidade de crédito.


A compra de dívida pode soar estranha em um primeiro momento.


Afinal, será que é realmente vantajoso para a instituição financeira fazer a compra de uma dívida?

A resposta é sim. Essa prática é muito comum no mercado financeiro. Os bancos ganham novos clientes, enquanto os titulares do empréstimo consignado pagam mais barato.


Portanto, a “venda da dívida”, pode ser uma estratégia muito inteligente para reduzir juros de um empréstimo mais caro, para obter um novo empréstimo e até para reduzir parcelas mensais.


Confira como a compra de dívida pode ser uma aliada de quem quer quitar seus débitos, pagando juros menores.


O que é compra de dívida?

A compra de dívida é, basicamente, a migração ou portabilidade do débito de um cliente de um banco para outro, mantendo as mesmas condições básicas do contrato anterior.

Esse tipo de operação é realizada também com frequência por bancos que oferecem a modalidade de empréstimo consignado.


Isso ocorre porque neste tipo de empréstimo pessoal as prestações mensais são descontadas direto da folha de pagamento ou benefício INSS – o que oferece maiores garantias de pagamento. Dessa forma, os bancos têm total interesse em administrar essas dívidas.


Além disso, com as oscilações da SELIC, a taxa básica de juros, os bancos costumam oferecer boas propostas para a transferência de dívidas.


Por outro lado, o beneficiário do INSS ou servidor público, categorias atendidas por este convênio, têm a vantagem de poder renegociar os juros cobrados.


Existe a possibilidade de renegociar a dívida no próprio banco (fazendo um refinanciamento, por exemplo). Entretanto, a portabilidade acaba sendo uma excelente opção, tendo em vista a alta competitividade entre os bancos.


O resultado prático disso pode ser um novo empréstimo com parcelas mais baratas. Portanto, outra vantagem da compra de dívida é a possibilidade de liberar margem consignável.


Ou seja, caso o consumidor precise de outro empréstimo em uma emergência, se não tiver margem disponível, a compra das dívidas por outro banco pode favorecer a liberação de um novo crédito.


Assim, ao encontrar um banco que ofereça melhores condições de juros que o atual, não tenha dúvidas: faça a portabilidade de crédito.


No fim, o valor somado pode fazer uma grande diferença no orçamento familiar.



Torun

12/07/2021 17h01