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Vantagens e desvantagens da pré-digitação da proposta do Consignado

Atualizado: 5 de mai. de 2021


Enquanto a definição sobre o aumento da margem consignável de 35% para 40% não sai, surge outra dúvida: vale a pena ou não fazer a pré-digitação da proposta de um novo empréstimo consignado?


Para responder a essa questão e ajudar na conclusão, separamos algumas vantagens e desvantagens. Confira!


Pré-digitação da proposta de Empréstimo Consignado


A pré-digitação de proposta de empréstimo é, como o nome sugere, uma antecipação da inserção de uma proposta financeira no sistema da instituição financeira.

A digitação de forma antecipada pode ocorrer em ocasiões como:

  • pré-lançamento de campanha promocional;

  • pré-reserva de margem consignável em função de possível aumento;

  • liberação de margem consignável em função de quitação de um contrato anterior;

  • outros casos específicos.

Vale lembrar, no entanto que, tanto a geração quanto a formalização da proposta de empréstimo consignado precisam ter o consentimento do cliente. Ou seja, nenhuma efetivação ou contratação pode ser concluída sem a devida autorização.


Quais são as vantagens da pré-digitação da proposta de Empréstimo Consignado?


No geral, a pré-digitação da proposta de empréstimo tem como maior vantagem antecipar a resposta ao solicitante do crédito. Isso porque:


1 – A validação da margem pode ser feita antes


Como todo novo empréstimo está sujeito à confirmação da margem consignável disponível, em caso de atualização desse percentual o valor pode ser conferido antes, nos sistemas de verificação de margem.

Os Aposentados e Pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), podem validar a margem pelo Extrato de Empréstimos Consignado que pode ser emitido online pelo Meu INSS.

Leia também: O aumento de margem INSS já está valendo? Veja as últimas notícias

Já os Servidores Federais podem conferir essa informação pelo Extrato de Consignações disponíveis no SIGEPE ou pela própria margem citada no SIGEPE Mobile.

Em posse dessas informações ou da validação da consulta, os agentes financeiros podem dar sequência na contratação.


2 – A liberação do crédito pode ser mais rápida


Geralmente, a liberação do crédito respeita a ordem de inclusão das propostas no sistemas financeiros. Então, com a pré-digitação da proposta o dinheiro pode ser liberado mais rapidamente. É importante lembrar, entretanto, que isso só ocorrerá após a averbação do contrato.

Para a continuidade do processo, os bancos ou instituições financeiras podem solicitar os demais documentos pessoais como: CPF, RG e comprovante de renda (extrato de empréstimos consignados, extrato de consignações ou o contracheque SIAPE).

Outro passo indispensável para conclusão do pedido é a assinatura do contrato que pode ocorrer de forma digital ou não.


Quais são as desvantagens da pré-digitação da proposta de Empréstimo Consignado?


Por outro lado, esse ajuste operacional que é realizado pelos bancos ou correspondentes autorizados também pode ter algumas desvantagens como:


1 – A margem pode ficar bloqueada


Embora não seja permitido, muitas vezes o que ocorre é um pré-bloqueio da margem atual como uma “espécie de garantia complementar”, enquanto se aguarda a liberação do crédito – que pode ou não ser confirmada no futuro.

Essa ação pode impedir, que os clientes com margem disponível consigam outras propostas ou taxas mais atrativas em instituições diferentes e limita a possibilidade de comparação das condições.


2 – A margem pode ficar desatualizada


Outro ponto negativo é que mesmo havendo uma pré-digitação da proposta de empréstimo, se a margem for alterada o valor considerado para todos os cálculos pode ficar defasado.

Como a margem consignável é o que dirá, por exemplo, quanto de limite poderá ser liberado, qualquer mudança impacta diretamente nos valores simulados e aprovados. Além disso, as taxas de juros também podem sofrer alterações de um mês para o outro e elevar o valor do Custo Efetivo Total (CET).


Qual a diferença entre a pré-digitação da proposta de empréstimo e a Reserva de Margem Consignável (RMC)?


Vale esclarecer ainda que a pré-digitação da proposta de um novo empréstimo e a reserva de margem consignável (RMC) são distintas:


Como determinado em lei, nenhum banco ou correspondente bancário pode fazer lançamentos que comprometem a margem consignável, sem que o cliente saiba. A venda casada de produtos ou serviços financeiros também é proibida, como é o caso do seguro prestamista.

Ao identificar qualquer desconto indevido na folha de pagamento, aposentadoria ou pensão, o consumidor deve entrar em contato com a instituição credora, solicitar o cancelamento ou ainda tomar as devidas providências jurídicas.


Afinal, vale a pena ter uma proposta de crédito pré-digitada?


É preciso avaliar sempre os prós e contras da pré-digitação da proposta de empréstimo e até mesmo a urgência do crédito.

Muitas vezes, quem precisa de dinheiro extra não pode esperar. E, diante dessas situações aguardar pela validação de um possível aumento de margem, por exemplo, pode adiar também o acesso ao crédito.

Mas e quem está sem margem livre?

Mesmo quem está sem margem disponível no momento pode considerar outras opções como:

  • a troca de uma dívida mais cara por uma mais barata, ao fazer a portabilidade de crédito;

  • tentar renegociar as dívidas atuais.

  • Quem já comprometeu a margem de 30% e ainda não tem um cartão consignado, também pode contar com mais essa possibilidade.

Para garantir as melhores condições como taxas de juros, prazos para pagamento e CET, outra dica muito importante é comparar as ofertas de crédito disponíveis.


Torun

06.10.2020