Veja quando refinanciar um contrato de Empréstimo Consignado

Atualizado: 4 de mai. de 2021


Pensando em refinanciar o contrato do seu empréstimo consignado?


O primeiro passo para acertar na decisão é entender quando refinanciar é mais vantajoso.


Mas para isso, é necessário avaliar se é mesmo possível fazer o refinanciamento, junto ao banco contratado.


Qual o momento correto de fazer o refinanciamento? Está mesmo na hora de você refinanciar um empréstimo consignado? Veja agora.


Refinanciar o contrato do empréstimo pode ser uma alternativa quando:

  • a margem consignável já atingiu o limite de 30%, destinado a empréstimos;

  • há a necessidade de dinheiro extra, mas o contratante não quer fazer um novo empréstimo;

  • há interesse em reduzir as parcelas do contrato atual.



Entretanto, essa opção não é recomendada ou deve ser avaliada com mais rigor quando:

  • o contrato já está próximo de sua quitação total;

  • o novo prazo proposto pelo banco é inviável ou maior que o desejável;

Vale lembrar que o refinanciamento manterá o comprometimento da renda pelo prazo do novo contrato. Dessa forma, caso já tenha a margem consignável comprometida, não será possível solicitar um novo empréstimo.

Outro ponto importante é que, para refinanciar o contrato vigente é preciso ter quitado parte do seu valor. As condições podem variar de instituição a instituição. Geralmente, o valor mínimo pago é, em média de 20 a 30% do valor total do contrato.


Tanto Aposentados e Pensionistas INSS, assim como Servidores Públicos podem refinanciar o contrato do empréstimo consignado.


Como funciona o refinanciamento do empréstimo INSS?


Refinanciar um empréstimo consignado funciona, na prática, de uma forma bastante semelhante a tomar um novo empréstimo. Com a vantagem de já ter um histórico de pagamentos e relacionamento com o banco contratado. 


Ao realizar o refinanciamento do contrato, Aposentados e Pensionistas INSS podem quitar o saldo restante, receber o valor da diferença (troco) e voltar a dívida para seu prazo original. 


Vale lembrar que toda alteração contratual pode mudar o valor das parcelas a serem pagas. A consequência disso, é que o valor da margem consignável que será utilizada também pode variar.



Por isso, todo refinanciamento também está sujeito à confirmação de margem consignável.


Por outro lado, se o prazo for menor, as parcelas serão maiores e a margem consignável disponível pode não ser suficiente. Por isso, é indicado fazer uma simulação antes de fechar qualquer negócio.


O prazo máximo de parcelamento do Consignado INSS é de 84 meses, não podendo ultrapassar, portanto, sete anos.


Como funciona o refinanciamento do Consignado Público?


Refinanciar o contrato do empréstimo Consignado Público é bem simples. O processo é o mesmo do Consignado INSS e o pré-requisito é ter em média de 20 a 30% das parcelas pagas. 


As diferenças ficam por conta da taxa de juros nominal máxima e do prazo para pagamento. A taxa de juros do Consignado para Servidores Públicos é de 2,05% ao mês e o prazo de até 96 meses.


Entenda quais vantagens beneficiários INSS e Servidores Públicos tem ao refinanciar o contrato do empréstimo consignado.


Quais são as vantagens em refinanciar o contrato de empréstimo?


O refinanciamento ou renovação do contrato atual, podem se traduzir em algumas vantagens para o tomador. Entre as mais comuns estão:



Flexibilidade dos prazos para pagamento


Se o valor do contrato do empréstimo está acima das condições financeiras atuais (apesar de ser descontado automaticamente do salário ou benefício), com o refinanciamento é possível aumentar o prazo para pagamento.


Com isso, o prazo se torna maior e as parcelas tendem a ser reduzidas, ou seja, você pagará menos, mas por um período maior. 


Vale lembrar que contratos maiores vão comprometer a margem e a renda por mais tempo também.


Liberação de troco


Em caso de alguma emergência, o refinanciamento pode ser uma alternativa mais prática, por se tratar de uma negociação com o mesmo banco.


Com a dívida levada ao prazo original, a diferença entre o que já foi pago e quitado, volta como troco. Assim, não há necessidade de fazer um novo empréstimo.


Unificação das dívidas


Alguns bancos permitem refinanciar e “agrupar” todas as dívidas em um único contrato. O cuidado neste caso, é se atentar para que, em uma nova negociação, as parcelas somadas caibam no orçamento mensal.

Com isso, o tomador passa a ter também maior visibilidade sobre os contratos ativos.


Apesar dos contratos constarem obrigatoriamente no contracheque ou extrato INSS mensal, pelo fato do desconto automático, a visão unificada pode facilitar o planejamento financeiro.



Dinheiro para quem está sem margem consignável


Quem está sem margem disponível não consegue um novo empréstimo. Duas alternativas comuns, neste caso são o refinanciamento ou a portabilidade de crédito.


Ao refinanciar o contrato do empréstimo, o banco libera o valor entre a diferença paga e refinanciada.

Na portabilidade, geralmente a dívida se mantêm com o mesmo prazo atual, mas é possível portar e refinanciar a dívida no novo banco. Para isso, é necessário consultar a política de crédito de cada instituição.


Pronto, agora que você já sabe quando refinanciar o contrato do empréstimo consignado, pode considerar essa opção em sua próxima avaliação financeira. Considere as vantagens e desvantagens, antes de tomar a sua decisão.




Torun

05.11.2020